Trabalhando em casa

Observando os últimos acontecimentos em todos os cantos do Brasil e comparando com o mundo, fica bem claro a impossibilidade dos governos de criar políticas capazes de conscientizar a população e prepará-la para o “novo normal”.

Vários especialistas falam sobre as novas soluções de meios de locomoção, para que a população volte ao trabalho observando-se o distanciamento social. Uma das soluções propostas seria a construção de novas ciclovias, alegando a eficácia desta solução para promover o distanciamento.

Como refutação dessa proposta, podemos observar um dos países que mais utilizam a bicicleta, a China, onde a locomoção por ciclovias é justamente uma das principais causas de aglomeração de pessoas, trazendo o aumento da respiração por m² e consequentemente do ambiente impróprio para se estar em tempos de pandemia.


E se o home-office fosse pra sempre?

Sobre a solução do teletrabalho, vários analistas — este inclusive —   já observam um limite para o desempenho dos colaboradores, pois o ser humano não foi criado para viver em isolamento. Nesse cenário já se observam também perdas severas na saúde mental das pessoas, agravando ainda mais os efeitos do uso excessivo do celular, que causou o  isolamento mental que era mascarado pela ilusão das amizades virtuais.

Empresas precisam de calor humano, e seres humanos precisam de rotinas que sejam estabelecidas fora de suas casas, trazendo vida a todo um sistema social. Não existe como transformar trabalhos administrativos em produtivos sem que tenhamos os meios de produção, é o caso da indústria, por exemplo.

Hoje temos governos gastando suas reservas para manter a população em  casa, empresas em regime de subsistência, sem produzir itens que hoje não são considerados “necessários” à população, enquanto a indústria da alimentação e o setor financeiro aumentam suas receitas como nunca visto.


Do caos nasce uma nova ordem!

Governos devem promover políticas de saúde pública para esse novo normal, e  a consequente reabertura dos mercados para que a produção se restabeleça de forma gradual, com uma nova cultura não de distanciamento social e sim de consciência social de medidas de prevenção, seja através de novos EPIs personalizados para cada tipo de trabalho, um novíssimo nicho de mercado, como também de novos critérios de convivência social.

Não se combate uma pandemia com isolamento e desinformação, mas com informações muito bem estruturadas dos governos e consciência da população para essa nova realidade.

Do caos nasce uma nova ordem, e esta nova ordem deve ser oferecida e não imposta aos cidadãos de todo o mundo através de políticas de comprovada eficácia.

Não esqueçamos que um dos principais players desse jogo, os meios de comunicação, são  tão responsáveis quanto as outras partes interessadas em que as coisas deem certo. Devem ser responsabilizados de forma enérgica e judicial, inclusive criminalmente,  aqueles que disseminam a desinformação.. Temos que dar um basta às mídias sensacionalistas ou que pregam a discórdia entre  governos, sociedade e meios de produção. 

Para tanto o Judiciário deveria agir de forma enérgica, mostrando à sociedade  que está alerta a agentes que não estejam colaborando para que todos vençamos esse novo desafio rumo a um novo normal.

 

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