Segurando dinheiro

Qual dessas é a melhor opção para superar esse turbilhão da crise que foi agravada por ocasião do Coronavírus?

Os Governos de diversos Países tiveram que fechar suas fronteiras, e instalar o que chamamos de isolamento social, mas aqueles que negligenciaram essa ação sofreram com uma quantidade de óbitos devastadora, tornando a situação ainda mais crítica, pois, o aumento da demanda de leitos ocasionou o colapso de todo o sistema de saúde.


Como as empresas estão reagindo ao coronavírus?

As organizações tiveram que se reinventar, e as que possuíam apenas um produto na cesta, e se esse produto tornou-se dispensável para seu cliente, automaticamente foram as que sofreram mais, pois seus contratos não foram suspensos ou renegociados e sim cancelados. Comentei sobre isso no artigo anterior.

As empresas especializadas em recrutamento e seleção tentam se reinventar através de cursos de curta duração online, para ensinar aquilo que sabem fazer de melhor, porém, sem nenhuma demanda no atual cenário. Ademais, os bancos atualizaram seus sistemas e, colocaram seu pessoal em sistema de home office em tempo absurdamente pequeno. 

Os restaurantes colocaram suas ofertas em delivery, vindo a beneficiar uma classe que estava em expansão, a dos motoboys. Os hospitais tiveram que adiar as cirurgias não urgentes para disponibilização imediata de leitos para pessoas acometidas pelo mal iminente.

Outras empresas que, em uma situação normal, estariam em uma situação estável, ou até mesmo em ritmo de diminuição de receita dentro de sua sazonalidade, não estavam preparadas para o aumento repentino na demanda de seus produtos, foi o caso do setor de produção e distribuição de alimentos que tiveram que transformar suas linhas de produção que atendiam maciçamente restaurantes e grandes empresas de fast food, para atendimento a população em massa. E como são clientelas diferentes, até a forma de distribuição da logística também tornou-se mais complexa.


Não caia na cilada do “limite” do cheque especial!

Indo direto ao assunto, fico assustado quando vejo campanhas de “não demita” ou “o setor financeiro oferecer empréstimos para salvar a economia empresarial com linhas de crédito para quitação de folha de pagamento”. Isso não afeta tanto as grandes corporações, já que essas, além de possuírem gorduras para queimar, suas linhas de crédito junto às instituições financeiras são muito interessantes e de quitação rápida quando do reaquecimento da economia. Não existe empresa grande que tenha em seu balanço, elevado número de colaboradores. Sempre trabalham no limite de sua força de trabalho, ou abaixo dela, fazendo com que sua força de trabalho trabalhe bem mais do que deveria.

Já o pequeno empresário, além de não possuir essa “gordura financeira” e nem linhas de crédito interessantes, possuem o risco de quebra muito maior, já que seu giro de caixa é muito mais volátil. Quando falamos de crise, qualquer queda de receita, causa a esse segmento falhas no seu fluxo de caixa, e, esse acontecimento automaticamente torna-se tão eficiente quanto a propagação do COVID-19, pois atinge de forma imediata outros setores que envolvem a pequena economia.

Explicando:

Quando se fecha um setor de oficinas, automaticamente fecham-se os restaurantes familiares que atendem esse público, os bares próximos e pequenas lojas de fornecimento de peças.

A manutenção desses colaboradores que não geram receita torna a situação desses empresários crítica, e, a maioria delas ficam reféns da economia, e entram de imediato no vilão mais temível do Brasil, o limite do cheque especial. Alguns empresários se desfazem até de bens pessoais para quitar seus compromissos.

Para esses pequenos empresários, o isolamento social se torna mais mortal do que o próprio vírus. Quando vemos Chefes de Estado defenderem o distanciamento social, ao invés do isolamento social, refletem sobre estudos aprofundados de seus assessores que ofereceram diversos cenários  quando da tomada de decisão das duas modalidades de combate a pandemia.

Sendo muito sincero no que tange a demissões x realização de empréstimos de folha de pagamento penso da seguinte forma:

Quem sabe da situação estratégica de seu negócio é o empresário e não a sensibilização midiática de momento.

Se ele fizer um estudo da situação, visualizando um cenário para um, dois, ou até três anos, fazendo reflexão sobre alguns indicadores como:

Fluxo de caixa de 06 (seis) meses a 01 (um) ano;

Geração de receitas futuras x custos fixos futuros;

Aquisição de financiamento para custeio de Folha de pagamento; o que é muito ruim, e se realizar essa operação, quanto tempo levará, com sua estrutura de colaboradores preservada, para quitar esse passivo?


Como sua empresa pode reagir ao coronavírus? 

Existem outros fatores que são muito importantes, mas que fazem parte de um trabalho bem estruturado realizado por especialistas da Mollitiam Consultoria, que dá ao empresário uma visão de futuro bem alinhada com pelo menos três cenários possíveis, que são:

A realização de receitas acima do normal, já que, dependendo do segmento, no início do aquecimento da economia terá uma demanda muito acima da média. Nesse caso estamos falando das empresas de recrutamento e seleção, restaurantes, hospitais transportes, incluindo-se neste último o da aviação;

A possível demora no retorno da economia ou no  reaquecimento imediato do setor onde atua;

Possíveis deserções de colaboradores que foram preservados, e que agora, com o aquecimento da economia, aceitaram propostas “mais interessantes”. 

Dentre outros.

Realizar uma operação para manter custos, principalmente de folha de pagamento, deve vir atrelada a de investimentos, como a possibilidade de realizar estudos de cenários possíveis e a capacitação dos colaboradores para os novos desafios que virão.

Nunca foi tão importante capacitá-los para esses novos desafios, e a avaliação dos indicadores para os que estão trabalhando em home office é primordial. Nesse caso estamos falando de gestão de pessoas.


Empréstimo: remédio de curto prazo. Quais indicações e contraindicações?

A operação de empréstimos para quitação de folha de pagamento, pode ser um remédio a curto prazo, porém, é interessante para empresas que possuem um fluxo de caixa bem ajustado, com previsões de cenários mês a mês.

E que, se necessário, que não seja apenas para preservar postos de trabalho, e sim para que essa força de trabalho realize, em momento de baixa demanda, todos os trabalhos e projetos que estavam na gaveta, e que, agora, mais do que nunca, deveriam estar em estudo e em preparação para aplicação no retorno da economia.

Não é possível ou admissível que essa preservação de cargos seja apenas para manter mais do mesmo. Os gestores têm a principal missão e responsabilidade de realizar estudos profundos , de modo que a organização se reinvente, ou que, ao final dessa crise, esteja muito melhor do que antes do advento da COVID-19.

Ou seja, é hora de colocar ordem na casa!

 

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