No momento em que todos começam a se preparar para retornar suas atividades em todo mundo, um segmento em particular sofre com os efeitos globais da pandemia, e para esse segmento, não resta muito a fazer.

Estamos falando do segmento de transporte aéreo, que, no momento, sofre com perdas incalculáveis.

O setor aéreo, em um cenário normal, trava uma guerra particular que abrange tanto a negociação por combustíveis mais baratos, perpassando pela guerra de linhas mais viáveis para atender o maior número de clientes possíveis ao preço mais vantajoso, e finalizando com um inimigo silencioso chamado cortes de custos nas organizações substituindo as viagens de seus executivos por videoconferências.

Agora lutam para manter suas aeronaves, em solo, disponíveis através de manutenções caríssimas, e sem ter retorno desses investimentos em um futuro próximo. Segundo estudos, o segmento somente começará a se recuperar em 2022, e isso se não houver nenhum outro evento que atinja o setor.

Algumas companhias se ajustaram adaptando suas aeronaves para transporte de cargas, porém, a demanda não está trazendo o retorno desejável, fazendo com que muitas delas abrissem pedido de falência em todo mundo.

Não podemos esquecer, que um limitador para o reaquecimento do setor aéreo está também nas novas formas de relacionamento organizacional, que impedirão que muitos executivos realizem voos. Com o advento da necessidade de realizar reuniões via videoconferências essa nova cultura tomará espaço como a principal alternativa. Com certeza, as empresas aéreas podem dar adeus a uma significante fatia de mercado que, com o objetivo de diminuir custos aderirão a esta nova modalidade de reuniões.

O Departamento de Marketing das empresas aéreas terá um desafio gigante para convencer as empresas a tirarem seus executivos de suas bases em viagens de reuniões de negócios. A pergunta que deverão responder em um futuro próximo: “Quais benefícios teremos ao deslocar um executivo milhares de quilômetros de distância se podemos fazer esta mesma reunião com ferramentas via internet?

O Departamento de P&D das empresas aéreas trabalham incessantemente para trazer novidades que venham a inibir o avanço da doença em seus voos. Estudam oferecer assentos isolados, essa versão ainda sujeita a avaliação dos órgão de controle, transformando essas inovações inertes e vazias, já que, na maioria das vezes, esses órgão governamentais levam anos para aprovar tais alterações no status quo. Desta forma essas inovações caem em descrédito por causar desconforto aos próprios usuários. Viajar sempre foi um prazer, e sempre transmitiu a sensação de status tendo como único incômodo as turbulências.

Quem gostaria de viajar nos dias de hoje, mesmo com a sensação de uma “certa proteção”, tendo sempre a sensação de que, o perigo pode morar ao lado?

O risco do setor aéreo, principalmente no Brasil, como em outros Países é imenso, pois todas as operações desse segmento estão atreladas ao Dólar Americano, fazendo com que cada minuto que uma aeronave adormeça no solo acarrete prejuízo de milhares de dólares a essas companhias.

Ao final, teremos que analisar o quanto os governos locais estarão dispostos a fornecer ajuda a esse setor, podendo levar a cabo todo um patrimônio, que é importante tanto em momentos de paz quanto em momentos de crise.

Para finalizar esse artigo alertamos que autonomia aérea do Estado se dá tanto em aeronaves militares como também de seu parque aéreo privado, já que não os deixa reféns da disponibilidade de aeronaves estrangeiras.

 

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