Entrevista de emprego

turnover também chamado de rotatividade de empregados é uma despesa que pode custar caro! Vamos fazer um exercício, com informações inteiramente fictícias, com duas possíveis trajetórias que podem acontecer a um colaborador recém-admitido e os respectivos impactos sobre o caixa da empresa, assim você vai entender as implicações sérias do turnover para sua empresa.

ESTUDO DE CASO

Cristina Neves foi contratada por uma empresa de prestação de serviços terceirizados. Ela é graduada em Administração, tem um MBA em Gestão Empresarial e outro em Gestão Financeira. Seu cargo é de analista financeira e uma de suas tarefas é controlar o fluxo de caixa da empresa e criar cenários positivos e negativos para um período de até dois anos.

ParâmetrosValores (R$)

Salário5.500,00

Benefícios2.500,00

Encargos3.500,00

Uniforme, capacitação e adaptação8.500,00

Total do investimento na colaboradora durante permanência de três meses20.000,00

Observação: a entrevista demissional não faz parte da política da empresa por motivo de economia de tempo e recursos.

Trajetória Um

O chefe do Departamento Financeiro, Antônio de Torres, tem perfil delegador e repassa à sua equipe as demandas da direção. Ele foca em resultados e evita que lhe tragam problemas, não sendo lá muito simpático com colaboradores que os trazem, mas lhes dá muita liberdade e não se preocupa muito em orientar e acompanhar o desenvolvimento das atividades. Ao apresentar os cenários para a direção da empresa ele considera que os indicadores não precisam ser detalhados, visto serem óbvios.

Neste ponto creio que muitos já começam a se lembrar de haver trabalhado com colegas e chefes com perfil semelhante. Ou, pior, de estar trabalhando com profissionais assim. Até mencionei sobre esse perfil de “profissional em artigo anterior, recomendo a leitura de Agentes Tóxicos na organização.

Já Cristina rapidamente se adaptou ao trabalho, e sugeriu mudanças que trariam ganhos para a empresa, mas essas mudanças não seriam de fácil implantação e nem mesmo de explicação para a direção. Antônio, claro, não quer se dar ao trabalho. Ele avalia que, mesmo podendo auferir os benefícios de um eventual sucesso, não vale a pena correr o risco.

As dificuldades na economia fazem com que Cristina produza cenários compatíveis, realistas e portanto cada vez menos favoráveis, mas Antônio, antes de apresentá-los à direção, faz a maquiagem necessária para tornar os números mais palatáveis, menos preocupantes.

Por causa da distância entre “se adaptar ao chefe” e “se adaptar à empresa”, depois de três meses Cristina foi demitida, já que não conseguia produzir os documentos como desejados pela chefia imediata. Este é um bom momento para lembrar que a entrevista demissional não faz parte da cultura da empresa.

Quanto Cristina custou

Valor investido em três meses*20.000,00

Encargos rescisórios**6.958,69

Total26.958,69

* Sem que a colaboração de Maria resultasse em qualquer retorno para a empresa.

*Cálculo feito em <https://calculoexato.com.br>

Trajetória Dois

O chefe do Departamento Financeiro, Antônio de Torres, tem perfil delegador e repassa à sua equipe as demandas da direção. Mas nem por isso deixa de orientar a acompanhar o trabalho da equipe. Ele deseja que os problemas sejam informados tão logo apareçam — ou de preferência antes —, e solicita e avalia opções para as possíveis soluções. Ao apresentar os cenários para a direção da empresa ele detalha os indicadores e frequentemente leva para as reuniões os membros de sua equipe que possam oferecer informações mais aprofundadas quando solicitado.

Neste ponto nos lembramos com gratidão dos chefes e colegas que já tivemos com esse perfil, ou nos congratulamos porque os que temos hoje são assim.

As dificuldades na economia fazem com que Cristina produza cenários compatíveis, realistas e portanto cada vez menos favoráveis, mas ela também vislumbrou mudanças que, sendo implementadas, não apenas poderiam evitar prejuízos como até trazer resultados positivos, mas implicando um elevado grau de risco.

Antônio reúne a equipe, pede que Cristina apresente suas ideias e depois que cada um contribua para a estruturação e refinamento de um projeto a ser apresentado à direção. É uma aposta alta, mas todos confiam uns nos outros e em suas capacidades e a ideia prossegue.

Após duas semanas e Cristina, respaldada por Antônio e com a presença de toda a equipe, quem apresenta o projeto à direção.

O projeto é agressivo, não sai barato, e aponta para uma ampliação da área de atuação da empresa, que deixa de ser regional e se torna nacional, mas a direção da empresa é conquistada pela solidez das informações apresentadas e pela viabilidade da implantação do projeto.

Esta trajetória poderia continuar com a promoção de Cristina e de seu chefe — talvez ela a gerente e ele o diretor — o crescimento e valorização da empresa e até sua venda a um grande conglomerado internacional, o que aliás acontece e não tão raramente, mas vamos nos ater ao cotidiano corporativo

 

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